eu sei que você odeia mentiras.
é desafiador falar a verdade.
mas é libertador também.
é bom poder simplesmente te dizer que eu sou uma troxona sentimental, que eu choro mesmo, e que meu humor muda de acordo com o vento.
é bom deixar minha velha capa de indiferença em casa.
ei, olha aqui essa bagunça!! isso tudo aqui sou eu.
já era pra você ter saído correndo há tempos.
os astros dizem que você é um iceberg.
você me disse que derrete devagar.
eu não tenho pressa.
me disseram que "vamos nos conhecer tranquilamente" soa um pouco como "vamos viver o momento porque não quero me comprometer".
até parece mesmo.
mas eu consigo ver a diferença.
pequenas coisas. são pequenas coisas.
o jeito como você se interessa quando eu digo que gosto de uma banda ou filme.
como você (do seu jeitinho) sempre tenta ser gentil.
como toda vez antes de ir embora, você sempre pergunta se eu me diverti.
o jeito como eu sempre pego você me olhando quando acha que eu não estou prestando atenção.
e como você me beija nas horas mais aleatórias.
eu sempre fui uma romântica incurável.
você nunca acreditou em amor a primeira vista.
você vê o amor como uma planta, que exige carinho, cuidado e persistência.
eu prometi pra mim mesma que não iria me apaixonar antes da hora.
mas eu tenho sol em câncer, não é como se eu conseguisse evitar.
então é, acho que devagarzinho estou me apaixonando.
e por mais estranho que isso pareça, pela primeira vez eu não tenho medo.
não tenho medo que você vá embora.
não tenho medo porque sei que também consigo (e preciso) ser feliz sozinha.
não tenho medo porque não preciso que você me salve, nem quero.
eu caminho, passinho por passinho, na direção da vida que eu desejo.
às vezes tropeço, mas não desanimo.
e te deixo livre.
livre pra me conhecer, pra me acompanhar, pra ir embora.
e contra todas as possibilidades, você sempre fica.
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