quinta-feira, 3 de março de 2011

That's such a fucking love letter


É acho que isso é uma crise. Uma crise que desaparece assim  que eu te vejo. Mas pensando bem, toda vez que eu vou te encontrar, sempre tem aquele momento quando eu te vejo e percebo que você está lá. Todo o resto some. Por que eu perderia tempo com uma crise quando eu posso simplesmente te abraçar e fingir que isso é tudo que existe? Acho que tivemos nossa primeira briga. Eu juro que estava puta bravíssima. Mas aí você fez aquela cara de quem tá só esperando eu concordar pra sorrir, mas na verdade já está sorrindo. Tudo bem, eu posso te deixar ganhar dessa vez.  Eu sei que eu sou chata, que eu sempre reclamo de tudo, que eu falo o tempo todo, que eu sou manhosa demais. Você também é um poço de chatisse. Então vem amor, me dá sua mão, vai ficar tudo bem. Eu sei que eu sou toda errada, um tanto sádica, com uns toques de masoquista, meio histérica, sem contar toda a maldade. Mas se você consegue me amar, pensa, tudo que a gente pode ser capaz… Eu posso ter 17 anos, ou talvez 4, mas que importância isso tem? Então vem, pula comigo amor, sente o vento e o abismo nos engolindo. E se eu, toda incorreta, for exatamente o correto pra você? Sim, eu to colapsando e eu tava congelada de medo de porra nenhuma há 5 minutos atrás, mas eu sempre tento lembrar da sua voz me contando histórias, de como o som se parece, de como azul se parece... Por que dormir no seu ombro na calçada é melhor que a minha cama? Poucas coisas tem o direito de ser melhor que a minha cama. Eu tenho medo, mas vou ficar bem. Nós ficaremos bem. E quando você tiver medo amor, se lembra: Pode até parecer tudo errado, mas quando você me abraçar, tudo estará certo.

From
your girl,
Psycho Bitch,
your little kid
and Lucy.


PS. I love you, and right now I'm making promisses.
Post-Post-Script It took us a fucking hard time to make them all agree, you better like it.